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13 de setembro de 2016

Exposição 'Êxodos' está em cartaz na capital do frevo

Texto: Caroline Rodrigues


Após temporada de quase dois meses em Salvador, a exposição “Êxodos”, do fotógrafo mineiro Sebastião Ribeiro Salgado, está cartaz na Caixa Cultural de Recife (Pernambuco). A cidade, conhecida pelo colorido do carnavais e alegria do frevo, recebe as imagens, em preto e branco (PB), que têm como tema a imigração em mais de 40 países, visitados pelo artista ao longo de seis meses. Gratuita, a visita à mostra pode ser feita até o dia 15 de outubro, de terça a domingo, das 10h às 20h. 

A opção estética de Sebastião Salgado pelo PB tem como propósito a interação com o espectador. Segundo o artista, cada apreciador preenche as imagens com as cores imaginadas, construindo de um jeito único cada cena retratada. O professor doutor em fotografia, Paulo Munhoz, aprecia a escolha de Salgado e diz que, sem as cores, a mensagem trazida pela cena fotografada torna-se mais objetiva e impactante. 

A exposição foi dividida em cinco temáticas principais: Luta pela Terra; Retratos de Crianças; Megacidades; Refugiados e Migrados e,por fim, África. Para cada tema, a exposição conta com um texto introdutório, no qual é apresentado o cenário político-econômico na época do registro fotográfico. As cenas mostram, no geral, a luta pela sobrevivência em situações extremas. Em formato ‘‘portret’’, as imagens das crianças revelam as diferentes faces da infância dos filhos dos imigrantes. Em “Luta pela Terra”, o fotógrafo observou o êxodo de trabalhadores rurais em busca de um lugar, onde pudessem plantar e viver. 

A sessão “Megacidades” exibe fotos de construções improvisadas pelos imigrantes e nítidas alterações paisagistas nas cidades ocupadas por eles. “Refugiados e Migrados” é a sessão, na qual Salgado se dedicou a mostrar as condições de vida e modos de sobrevivência dos migrantes e refugiados. Já em “África”, o fotógrafo mostra comunidades que desafiam o tênue limite entre a vida e a morte, em nome da sobrevivência. Segundo a assessoria de imprensa da Caixa Cultural de Recife, é uma honra sediar a exposição de Salgado e atividades especiais serão realizadas para estimular à visitação.

Abaixo, uma entrevista com o gerente da Caixa Cultural de Recife, Elton Rodrigues, que fala sobre a expectativa de receber a exposição.





30 de junho de 2016

FALA POVO! Animais domésticos em transportes coletivos divide opiniões

A prefeitura de Salvador autorizou, desde o última dia 08, a entrada de animais domésticos em transportes coletivos da cidade, desde que sejam respeitadas algumas regras.

Confira no vídeo abaixo que regras são essas e como a medida ainda divide opinião dos soteropolitanos. A reportagem é de Caroline Rodrigues.


16 de junho de 2016

Dia dos Namorados é todo dia!




A nossa repórter Caroline Rodrigues aproveitou a semana do Dia dos Namorados para ir às ruas e conferir o que os casais apaixonados reservaram para a data.

Clique no botão "play" acima e escute os depoimentos cheios de amor e humor.

14 de junho de 2016

Pista molhada causa acidente de trânsito na avenida Juracy Magalhães Jr.

Texto e Fotos: Caroline Rodrigues

As fortes chuvas que caem em Salvador desde a madrugada desta terça-feira, 14, provocaram a colisão entre um ônibus da empresa BTU e um pálio branco, placa OUL 7688, na Avenida Juracy Magalhães Jr. O acidente, que aconteceu por volta das 10h, nas proximidades da Rua Alameda dos Ipês, não deixou feridos. Segundo o motorista do ônibus, que não quis se identificar, ele perdeu o controle do veículo, por conta da pista molhada. Os passageiros ficaram aflitos e afirmaram que o ônibus poderia ter virado. O trânsito seguiu lento nessa avenida no final desta manhã. De acordo com a Transalvador, das 7h até 15h, foram registrados seis acidentes com um ferido. 




24 de maio de 2016

Café com Prosa promove debate sobre aspectos ilegítimos do impeachment

Texto: Caroline Rodrigues / Fotos: Manoel Maia

O jornalista Walter Takemoto, o sociólogo Cláudio André de Souza e o procurador de justiça Rômulo Moreira foram os convidados da mesa redonda “Impeachment: Dimensões jurídicas, midiáticas e políticas”, promovida pelos cursos de Jornalismo e Direito da Faculdade Social da Bahia, através do projeto Café com Prosa. O evento, realizado na noite de ontem na Sala Maria Alice (prédio central), provocou reflexões sobre a fragilidade jurídica do processo de impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff, a participação da mídia na construção do atual cenário político do país e também sobre o comportamento da sociedade diante da crise.
Walter Takemoto, Cláudio André de Souza e Rômulo Moreira. (Foto: Manoel Maia)

Especialista em políticas públicas, colunista da Revista Caros Amigos e membro da Frente Povo Sem Medo, o jornalista Takemoto fez críticas ao sistema midiático nacional e analisou coberturas de veículos jornalísticos da mídia massiva desde a pré-eleição da presidenta Dilma Rousseff até o seu afastamento, através do processo de impeachment. O palestrante analisou também as notícias feitas sobre o presidente interino Michel Temer. Por meio dessa investigação, o jornalista mostrou como os grandes veículos de comunicação do país fizeram uma campanha pró-impeachment, obstruindo as imagens de Lula e Dilma e beneficiando a de Temer. Takemoto comentou ainda sobre a imagem criminalizada que foi construída pela mídia dos jovens que fizeram protestos ao redor da casa de Michel Temer. O jornalista foi categórico ao apontar as evidências e nomear o impeachment como golpe.
A palestra de Takemoto abordou também a possível diminuição do piso salarial do INSS e o cancelamento de programas sociais como o Minha Casa Minha Vida, PronaTec, ProUni e FIES. Ele fez críticas ao “corte inadequado de recursos” essenciais à população. Argumentou que a crise brasileira é resultado de uma conjuntura mundial e já havia sido antecipada por economistas de todo o mundo. Disse ainda que “quando a imprensa fala da crise, ela não diz de onde vem”, isso porque não interessa a determinados grupos midiáticos a continuidade do governo Dilma. Criticou também o governo atual, afirmando ser da direita e favorável à classe empresarial. Em sua opinião, é um governo “contra os benefícios sociais, preocupado em garantir recursos para os empresários”.
Já o sociólogo Dr. Cláudio André de Souza também fez ponderações sobre a influência e o poder da mídia sobre as pessoas. Ele falou sobre como o público se deixa levar por informações mal explicadas, tomando aquilo como verdade absoluta. Em sua fala, Souza não poupou críticas ao eleitor brasileiro que não vota em partidos, mas elege pessoas (o chamado voto personalizado), criando situações de pouca ou nenhuma governabilidade. Ele elencou os projetos políticos e possíveis erros da presidenta Dilma, que podem ter desembocado na baixa popularidade. Para Souza, “a saída através do impeachment é a pior possível, porque fragiliza uma democracia que tem sido feita com muito esforço”. Para finalizar sua participação, o sociólogo disse que esse processo representou um ganho significativo aos neoliberais, cuja política não favorece os mais pobres, porque visam, principalmente, ações a favor do mercado, como a privatização da universidade pública, o afrouxamento do licenciamento ambiental, liberação de armamentos para a população etc.
Sala Maria Alice lotada de alunos prestigiando o Café com Prosa. (Foto: Manoel Maia)

A última palestra da noite, antes do debate, foi a do professor e procurador de justiça Rômulo Moreira. Com argumentos jurídicos e tom enfático, Moreira criticou as ações judiciais no Brasil e afirmou que o “STF já não interpreta mais a Constituição, e mergulhou de cabeça no golpe”. Com o livro da Constituição Federal (CF) em mãos, ele explicou que o impeachment sofrido pela presidenta eleita Dilma Rousseff não tem legalidade jurídica. Para argumentar, Moreira citou os artigos da CF, sinalizando que não houve crime de responsabilidade fiscal e disse que “é preciso que haja uma lei que tipifique as leis, só esta não basta, seria preciso que o crime fosse tipificado”. Citou os tipos de acusações feitas a presidenta eleita Dilma e analisou juridicamente cada uma delas. Moreira, em sua fala, fez questão de deixar claro que seus argumentos não atendem a interesses político-partidários, mas buscaram fundamentos jurídicos. Após as intervenções dos palestrantes, o debate com a plateia foi a oportunidade de expor dúvidas e explorar mais a experiência e bagagem dos convidados.