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26 de agosto de 2016

Medalhas com gosto de dendê!

Texto: Filipe Alcantara

Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro foram um sucesso! A despeito de todo o pessimismo que rondava o evento nos meses que o precederam, tudo ocorreu sem nenhuma grande anormalidade, tanto fora quanto dentro dos ginásios e arenas esportivas. Porém, o receio de que as coisas não dessem certo era justificado. O país está mergulhado em uma crise política e econômica. Além disso, havia entre os possíveis viajantes o medo da violência urbana, do terrorismo, do vírus zika e até a poluição na Baía da Guanabara colocou em dúvida se a capital fluminense poderia ser sede do maior espetáculo do planeta.

Agora, passados alguns dias da Cerimônia de Encerramento, podemos afirmar que as primeiras Olímpiadas da América do Sul atingiram seu objetivo. Apesar da morte de um agente da Força Nacional que entrou em uma favela sem querer, dos casos de roubo inclusive dentro da Vila Olímpica, e da piscina em que a água de um dia para o outro ficou verde, os resultados esportivos, com a quebra de 19 recordes mundiais, comprovaram que os jogos do Rio entraram para a história. Os atletas brasileiros que o digam: terminamos em 13º no quadro de medalhas (a nossa melhor posição já alcançada), com 7 medalhas de ouro (nosso recorde em uma só edição, superando as 5 medalhas douradas em Atenas 2004), e um total de 19 medalhas (também algo inédito, pois o máximo que havíamos conseguido foram 17 em Londres há 4 anos). E os baianos tiveram participações decisivas nesse grande resultado.

O boxeador Robson Conceição, 27 anos, nascido e criado no bairro de Boa Vista de São Caetano, conquistou o primeiro ouro do Brasil no boxe olímpico de forma inquestionável. A façanha foi tanta que ele desfilou em carro aberto pelas ruas de Salvador e foi recebido por uma multidão no seu bairro. A outra medalha de ouro da Bahia também é de um soteropolitano, só que em um esporte coletivo. O meio-campo Walace, 21 anos, foi titular durante toda a campanha da seleção brasileira de futebol que venceu a final no Maracanã. Jogador do Grêmio, ele passou pelas divisões de base do Bahia, mas não foi aproveitado.



Mas o grande destaque do estado nesses jogos foi o canoísta Isaquias Queiroz, 22 anos, que em sua primeira Olimpíada conseguiu 3 medalhas (duas de prata e uma de bronze), se tornando o maior medalhista olímpico do Brasil em uma só edição. Natural de Ubaitaba (quem no idioma Tupi significa Terra das Canoas), Isaquias tem tudo para superar os velejadores Robert Scheidt e Torben Grael, que possuem 5 medalhas em 6 participações cada, e virar o brasileiro com mais medalhas na história.



O quarto baiano a ganhar uma medalha no Rio foi o também canoísta Erlon Silva, 25 anos, que conquistou a prata junto com Isaquias na canoa dupla - 1000 metros. Nascido em Ubatã, ele já havia participado dos jogos de Londres em 2012, quando ficou longe do pódio. 

Poderia ter sido ainda melhor...

Mesmo com esse bom resultado, a Bahia tinha potencial para conquistar mais medalhas. Na maratona aquática tanto Ana Marcela Cunha, 24 anos, quanto Allan do Carmo, 27 anos, ambos nascidos em Salvador, eram favoritos à medalha. Porém, os nadadores não foram bem nas águas do Rio e terminaram em 10º e 17º lugar, respectivamente. A Ana, inclusive, é bicampeã mundial na categoria. Fica agora a esperança que em Tóquio eles consigam o tão sonhado pódio.

O mesmo não pode ser dito para a jogadora de futebol Formiga, 38 anos, que é a única atleta do futebol a participar de 6 Olimpíadas. Depois de bater na trave em 2004 e 2008 ao ficar com a prata, a seleção feminina tinha o apoio da torcida para conquistar o ouro inédito. Porém, foram eliminadas nas semifinais pela Suécia, e na disputa pelo bronze ainda perderam para o Canadá. Infelizmente esta deve ter sido a última chance da Miraildes (nome verdadeiro da Formiga) vencer o torneio olímpico. Mas a falta da medalha dourada não diminui em nada a carreira vitoriosa e longeva dessa grande soteropolitana.



Outra natural de Salvador que tinha expectativa de ganhar medalha era a boxeadora Adriana Araújo, 34 anos, que já tem uma de bronze no currículo, conquistada há 4 anos. Mas ao perder e ser eliminada em sua primeira luta nos jogos, ela ficou longe de repetir o feito de Londres.

No dia 24 de julho de 2020 terão início os Jogos Olímpicos de Tóquio. Tomara que a mistura “sushi com dendê” renda mais frutos para a Bahia e o Brasil. Que novos atletas surjam para nos representar e alcançar o pódio, e que os baianos medalhistas possam repetir o bom desempenho de agora na terra do sol nascente. Para isso, obviamente, é necessário investimento do poder público no desenvolvimento e treinamento dos nossos representantes pois, talento, temos de sobra. Vamos torcer!

11 de agosto de 2016

Torcedores enfrentam longas filas na Arena Fonte Nova para assistir ao jogo do Brasil

Texto e Fotos: Filipe Alcantara na cobertura das Olimpíadas 2016

Dentro de campo, a seleção brasileira de futebol masculino fez o que ainda não tinha feito nestes Jogos Olímpicos. Após dois empates de zero a zero em Brasília, que rendeu vaias da torcida ao fim das partidas, o time brasileiro jogou ontem à noite em uma Arena Fonte Nova lotada e goleou a Dinamarca por quatro a zero, gols de Gabriel (duas vezes), Gabriel Jesus e Luan. Porém, fora de campo, os mais de 45 mil torcedores que foram ao jogo enfrentaram longas filas. Foi difícil chegar e sair do estádio, comprar bebidas e comida e até ir ao banheiro.

A partida do Brasil começou pontualmente às 22 horas, mas às 19h já tinha bola rolando no gramado baiano. Japão e Suécia duelaram para um público pequeno na Fonte Nova. A arena só lotou minutos antes do início do jogo principal. Por causa disso, os torcedores tiveram que ter paciência para se acomodarem nos assentos marcados em seus ingressos, algo incomum para eles, acostumados com os jogos do Bahia e do Vitória, onde cada torcedor senta na cadeira vazia que ele achar melhor, sem escolha dos assentos.

Engarrafamento no Acesso Norte, próximo ao shopping Bela Vista
A organização das Olimpíadas recomendou que os torcedores usassem o metrô para se deslocarem ao local do jogo. Pelo engarrafamento que tomou conta do Acesso Norte em direção ao shopping Bela Vista no início da noite, parece que a recomendação foi atendida. O estacionamento do shopping ficou abarrotado, mesmo sendo cobrado.

Na bilheteria do metrô, outra multidão se espremia nas filas para comprar a passagem. Quem já tinha o cartão de acesso, passava pelas catracas sem problemas, mas a grande maioria teve que adquirir o bilhete na hora, o que atrasou a chegada ao estádio. No terminal de embarque dos trens, enfim, os torcedores não passaram por aperto. A espera pelo metrô não passava de 5 minutos, o suficiente para atender o grande número de usuários.
Bilheteria da estação Acesso Norte do metrô com muitas filas
Perto do estádio, novas filas testavam a paciência da torcida. Portais de revista da Polícia Militar travavam o fluxo. Os policiais averiguavam as bolsas e mochilas dos espectadores, além de usarem detectores de metais, e só deixavam passar quem estivesse com o ingresso em mãos, o que fez com que a ladeira da Fonte das Pedras virasse outro ponto de aglomeração de pessoas. Nos portões de entrada da Fonte Nova, outras fileiras foram formadas, desta vez para leitura dos códigos dos ingressos, evitando a que portadores de entradas falsas adentrassem na Fonte Nova.

Lá dentro, adivinhem? Mais filas. Os banheiros estavam lotados e os quiosques de venda de alimentos e bebidas, mesmo cobrando preços acima do normal (lata de cerveja a R$ 13, garrafa d’água a R$ 8, por exemplo), também não foram suficientes para atender a alta demanda de torcedores, que precisavam esperar em torno de 30 minutos até serem atendidos no caixa. A estratégia utilizada por alguns deles para escapar da espera foi aguardar a partida começar, quando a maioria dos presentes estava em seus lugares para ver o jogo. Mesmo perdendo minutos do espetáculo, o atendimento realmente foi mais tranquilo.

Mais de 45 mil torcedores lotaram a Fonte Nova para ver a primeira vitória da seleção brasileira nesses Jogos
Se dentro de campo a seleção correspondeu com uma ótima exibição, os serviços prestados pela organização do jogo ficaram muito aquém. Salvador ainda receberá mais dois jogos nesta Olimpíada, amanhã e no sábado, às 16 horas. Dificilmente o público vai ser tão grande quanto o de ontem à noite, mas é bom que os espectadores cheguem cedo à Fonte Nova. Fica a dica.

4 de agosto de 2016

Estreia de Salvador nas Olimpíadas tem muita chuva, estádio vazio e goleada

Texto: Filipe Alcantara na cobertura das Olimpíadas 2016

A Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos só acontece amanhã, às 20 horas, no Maracanã. Porém, tanto ontem, com o futebol feminino, quanto hoje, com o masculino, já houve bola rolando nas 5 cidades fora do Rio de Janeiro que estão sediando partidas da modalidade nas Olimpíadas. Belo Horizonte, Brasília, Manaus, São Paulo e Salvador, a única capital do Nordeste que está recebendo jogos do maior evento esportivo do planeta. A estreia foi nesta quinta, com duas partidas na Fonte Nova.

Na Copa do Mundo de 2014 a capital baiana ficou conhecida por sediar os jogos mais esperados da primeira fase, incluindo grandes potências como Alemanha, França, Espanha, Portugal e Holanda. As seleções não desapontaram e fizeram da Fonte Nova o estádio com a maior média de gols do torneio, o que lhe conferiu a alcunha de “arena das goleadas”. Pelo que aconteceu nos dois jogos de hoje a história tem tudo pra se repetir nessas Olimpíadas.

México e Alemanha, atuais campeões olímpicos e mundiais, respectivamente, e favoritas a brigarem pelo ouro, fizeram uma partida movimentada que terminou em empate de 2 a 2, com destaque para o gol de cabeça do mexicano Oribe Peralta, responsável pelos 2 gols na final olímpica de Londres em 2012, quando o México ganhou o ouro em cima do Brasil, e para Matthias Ginter, zagueiro que é o único do elenco alemão nos Jogos que foi campeão da Copa há dois anos atrás, que também marcou de cabeça na Fonte Nova.
México (de branco) e Alemanha (de preto) duelam na Fonte Nova
O segundo jogo foi entre as seleções de Fiji e Coreia do Sul. Com um público menor em relação à partida anterior, os poucos baianos que permaneceram no estádio viram uma goleada de 8 a 0 para os sul-coreanos, honrando o apelido da Fonte Nova, com direito a 3 gols em 3 minutos. Como manda a tradição “zoeira” dos brasileiros, os torcedores presentes nas arquibancadas resolveram apoiar o time mais fraco, entoando cânticos de incentivo, mesmo sabendo que era muito difícil para Fiji segurar a Coreia (entretanto, o primeiro tempo terminou apenas 1 a 0 para os asiáticos).

O estádio, diferente da Copa do Mundo, não estava cheio. As entradas custaram entre 25 e 100 reais e permitiam assistir aos dois jogos, o primeiro iniciado às 17h e o outro às 20h. A forte chuva que caiu nesta tarde em Salvador talvez tenha afastado os torcedores, que tinham duas opções para chegar à Fonte Nova: linhas de ônibus exclusivas para portadores de ingressos que saíam dos principais shoppings centers da capital; e o metrô, que tem paradas em duas estações próximas ao estádio. Carros, motos e outros veículos não puderam atravessar as barreiras de trânsito impostas no entorno do estádio.

O médico Renato Maurício deixou seu carro estacionado em um shopping e foi de metrô para o jogo. Torcedor do Bahia e com presença frequente na Fonte Nova, ele não quis ficar de fora da primeira Olimpíada realizada na América do Sul. “Essa mística dos Jogos Olímpicos me atraiu. Se aqui em Salvador tivesse outros esportes, eu iria vê-los também. Considerando que só tem futebol, quero aproveitar a chance única de ver esse evento no país, e também o fato do Brasil não ter ganho o ouro no futebol”, conta Renato.

Já o estudante Daniel Barros, 25 anos, faltou à faculdade para prestigiar as partidas. “Comprei esses ingressos antes do sorteio, sem saber quais seleções jogariam aqui. Como sou viciado em futebol, amo esse esporte, não poderia deixar de acompanhar de perto os jogos, apesar de não ter vindo nenhum craque. Até vou ficar para ver Fiji e Coreia do Sul, pra você ver como sou vidrado em futebol”, nos declarou o estudante na chegada ao estádio. Os dois apaixonados pelo esporte prometeram ainda ir para outros jogos. Até o dia 13 de agosto, eles terão algumas oportunidades. Confira abaixo as partidas restantes em Salvador:


·   07 de agosto (domingo) - MASCULINO
13h - Fiji x México
16h - Alemanha x Coreia do Sul

09 de agosto (terça-feira) - FEMININO
16h - Austrália x Zimbábue
19h - Nova Zelândia x França

· 10 de agosto (quarta-feira) - MASCULINO
19h - Japão x Suécia
22h - Brasil x Dinamarca

·12 de agosto (sexta-feira) - FEMININO (QUARTAS-DE-FINAL)
16h - 2º do grupo E x 2º do grupo F

·13 de agosto (sábado) - MASCULINO (QUARTAS-DE-FINAL)
16h - 1º do grupo B x 2º do grupo A

19 de junho de 2016

Dicas de festas de São João na Bahia

Texto: Filipe Alcantara

O São João já está batendo na porta, mas muita gente ainda não sabe onde vai passar os festejos juninos. Pensando nisso, a ABAN traz um roteiro das principais atrações e festas privadas e gratuitas espalhadas pelos quatro cantos do estado, em 16 cidades diferentes. 

Melhor que isso só dançar forró agarradinho e tomar um licor bem doce. Ainda dá tempo de se programar!!

Terreiro de Jesus (Pelourinho)

Dia 23: Adelmario Coelho, Dorgival Dantas
Dia 24: Flávio José, Targino Gondim
Dia 25: Alceu Valença, Estakazero, Zelito Miranda



Paripe

Dia 24: Simone & Simaria, Filomena Bagaceira
Dia 25: Paula Fernandes, Cangaia de Jegue
95 km de Salvador


Praça pública


Dia 24: Estakazero

Dia 25: Marcos & Belutti
Dia 26: Wesley Safadão
109 km de Salvador

Praça pública

Dia 23: Matheus e Kauan
Dia 24: Virgílio
Dia 25: Cavaleiros do Forró
Dia 26: Colher de Pau, Tayrone
145 km de Salvador

Praça pública

Dia 22: Targino Gondim
Dia 23: Amado Batista
Dia 24: Tayrone, Adelmario Coelho
Dia 25: Marcos & Belutti
Dia 26: Gigantes do Brasil, Estakazero

Forró Meu Xodó

Dia 23: Wesley Safadão, Simone & Simaria, Saulo, Flávio José
Preços: R$ 150 a 450

190 km de Salvador

Praça pública

Dia 22: Flávio José, Cavaleiros do Forró
Dia 23: Zezé Di Camargo & Luciano, Adelmario Coelho
Dia 24: Luan Santana, Estakazero
Dia 25: Gabriel Diniz, Renato Rocha

Forró do Lago

Dia 24: Wesley Safadão, Bell Marques, Aviões do Forró
Preços: R$ 90 a 320
220 km de Salvador

Forró da Mina

Dia 23: Aviões do Forró, Matheus e Kauan, Gigantes do Brasil
Dia 25: Simone & Simaria, Dorgival Dantas, Psirico
Preços: R$ 65 a 400
235 km de Salvador




Praça pública

Dia 23: Daniel
Dia 24: Gigantes do Brasil, Daniel Vieira 
Dia 25: Mastruz com Leite
Dia 26: Tayrone


Forró do Piu-Piu

Dia 24: Wesley Safadão, Lucas Lucco, Durval Lelys, Timbalada

Preços: R$ 180 a 550

Amargosa Light

Dia 25: Harmonia do Samba, Léo Santana, É o Tchan
Preços: R$ 60 a 265
275 km de Salvador

Praça pública

Dia 23: Victor & Leo
Dia 24: Gigantes do Brasil
Dia 25: Mastruz com Leite

330km de Salvador

Praça pública

Dia 24: Thaeme & Thiago
Dia 25: Adelmario Coelho

Forró Bode

Dia 25: Ivete Sangalo, Flávio José, Psirico
Preços: R$ 120 a 340
385 km de Salvador

Praça pública

Dia 23: Bruno & Marrone
Dia 24: Victor & Leo
Dia 25: Flávio José, Léo Magalhães
Dia 26: Mastruz com Leite

Forró do Sfrega

Dia 23: Wesley Safadão, Dorgival Dantas
Dia 24: Simone & Simaria, Saulo
Dia 25: Aviões do Forró, Matheus e Kauan
Preços: R$ 120 a 615
460 km de Salvador

Praça pública

Dia 26: Jorge & Mateus
Dia 28: Elba Ramalho
478 km de Salvador

Praça pública

Dia 22: Wesley Safadão, Magníficos
Dia 23: Pablo, Agnaldo Timóteo
Dia 24: Eduardo Costa
Dia 25: Lucas Lucco, Jerry Adriani
Dia 26: Amado Batista
Dia 02 de julho: Fábio Jr.


Forró Sertão

Dia 24: Gusttavo Lima, Harmonia do Samba
Dia 25: Aviões do Forró, Marília Mendonça
Preços: R$ 80 a 630


Forroça

Dia 24: Jorge & Mateus, Simone & Simaria
Dia 25: Luan Santana, Saulo, Matheus e Kauan, Israel Novaes
Preços: R$ 80 a 650





515 km de Salvador

Forró TicoMia

Dia 25: Leonardo e Eduardo Costa, Mastruz com Leite, Gigantes do Brasil
Preços: R$ 320 a 350

Brega Light

Dia 24: Ivete Sangalo, Aviões do Forró, Anitta
Dia 26: Wesley Safadão, Simone & Simaria, Harmonia do Samba
Preços: R$ 160 a 350









720 km de Salvador

Praça pública

Dia 23: Simone & Simaria
Dia 24: Arriba Saia
Dia 25: Jorge & Mateus



90 km de Salvador

Forró do Bongo

Dia 02 de julho: Wesley Safadão, Ivete Sangalo, Harmonia do Samba, Tayrone
Preços: R$ 100 a 380











330 km de Salvador

Forró Coffee

Dia 02 de julho: Wesley Safadão, Aviões do Forró, Daniel Vieira
Preços: R$ 300 a 500


14 de junho de 2016

No mundo da imaginação!

Exposição de brinquedos artesanais fica em Salvador até o final deste mês


Texto: Filipe Alcantara

Imagine um lugar repleto de brinquedos, dos mais diferentes tipos, cores e tamanhos, todos artesanais? Este local existe: é a exposição Brinquedos à Mão, que reúne mais de mil e trezentas peças feitas de madeira, penas, papelão, pano e alumínio por crianças e artesãos da região Nordeste. Abrigada no Palacete das Artes, na Graça, a mostra, com entrada franca, permanece em cartaz, de terça a domingo, até o dia 26 desse mês.

O acervo é fruto de pesquisas feitas, nos últimos 30 anos, em feiras artesanais do interior de sete estados nordestinos pela colecionadora e pesquisadora de cultura popular Sálua Chequer. A coleção conta também objetos presenteados por amigos, que sabem do gosto dela por esses objetos. “Meu interesse começou desde que eu, muito menina, via minha mãe valorizar tudo que era feito à mão. E, na verdade, os brinquedos feitos à mão pela própria criança eram o que a gente tinha para brincar”, diz ela, que é natural da cidade baiana de Ibirataia, situada a 356 km de Salvador. Trazer esse universo infantil do interior para grandes metrópoles é a principal força da exposição, cuja curadoria é assinada pela própria Chequer junto com o artista visual Zé de Rocha.


Foto: Thiago Sabino/Divulgação

O colorido e a simplicidade das peças, confeccionadas com poucos recursos, prometem encantar tanto adultos, que têm a chance de revisitarem sua infância, quanto crianças, muitas delas, com certeza, vão ver tais brinquedos pela primeira fez na vida. Apesar de serem tentadores, os objetos não podem ser tocados pelos visitantes. “Eu tenho um afeto, um amor. Esse tipo de interação, do tato, infelizmente danifica (os brinquedos) e a criança ainda não tem o controle de como pegar para não estragar”, explica Chequer.

Em compensação, há um espaço reservado dentro da exposição, chamado de Cantinho do Brincar, onde as crianças tem à disposição brinquedos como pula-corda, bolinhas de gude, piões e petecas. A médica Alice Alencar acompanhou sua filha Júlia, de 5 anos, no “cantinho”, e acabou caindo na brincadeira junto com ela. “Muitos desses brinquedos fazem parte da minha infância. Elástico, capitão”, relembra. Como a brincadeira também é uma forma de conhecer o mundo e promover laços de amizade, fica a dica: todos os domingos, acontecem oficinas e atividades lúdicas como confecção de roupas para bonecos e contação de histórias, no pátio externo do Palacete das Artes. Em outubro a exposição segue para o Rio de Janeiro.

Exposição Brinquedos à mão – Coleção Sálua Chequer
Local: Palacete das Artes
Endereço: Rua da Graça, 289 - Graça
Período: 27 de abril a 26 de junho
Horários: Terça a sexta, das 13h às 19h, e sábados e domingos, das 14h às 19h.
Oficinas e atividades lúdicas: Todos os domingos de 01/05 a 26/06, às 15h.
Entrada: Gratuita

6 de junho de 2016

Prefeitura comemora e população reclama da vacinação contra gripe H1N1

Capital baiana supera meta de imunização, porém muita gente que enfrentou longas filas nos postos acabou sem se vacinar.

Texto: Filipe Alcantara

Na manhã de 18 de maio, dois dias antes do fim da campanha nacional de vacinação contra gripe H1N1, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) apresentou o balanço final da campanha em Salvador, iniciada em 18 de abril em todo o país. Cerca de 580 mil pessoas foram imunizadas, totalizando 93% de atingimento do público-alvo, bem acima da meta de 80% recomendada pelo Ministério da Saúde como o mínimo aceitável. Apesar dos números satisfatórios, uma parte considerável das pessoas pertencentes aos grupos de risco não se vacinaram e tiveram problemas ao tentar tomar a vacina nos postos de saúde.
Foi o que aconteceu com a dona de casa Ana Paula Silva, 52 anos, que não encontrou vacina nos dois postos de saúde que visitou (Campo da Pólvora e Sete Portas). Portadora de hipertensão, ela tentou se vacinar na última semana da campanha, porém as vacinas contra o vírus H1N1 nos postos de Salvador foram restringidas naquele período somente para idosos a partir de 60 anos, crianças com idade entre seis meses e cinco anos (primeira e segunda doses) e gestantes. A estratégia da SMS era atingir a meta de imunização desses três grupos de risco que estavam, naquele momento, abaixo dos 80% estipulados. “Um absurdo o que esses políticos fazem com a população. Já começou o período de chuva e eu ainda não tomei a vacina. E o pior é a falta de informação. A gente sai de casa sem saber se tem vacina nos postos”, diz ela, que também levantou a suspeita de ter havido um favorecimento de alguns funcionários dos postos que estariam vacinando parentes e conhecidos que não faziam parte dos grupos de risco. Ana Paula afirma ainda que os centros de saúde estavam sempre lotados, que era preciso chegar de madrugada para tentar ser atendido.
A própria Secretaria confirma a alta procura. Sobre a possibilidade de oferecer mais vacinas para os outros grupos prioritários (mulheres que deram a luz nos últimos 45 dias, trabalhadores da área de saúde, indígenas, presos e profissionais do sistema carcerário, além de pessoas com problemas cardíacos, diabéticos, renais, asmáticos e portadores de outras doenças crônicas), o secretário da Saúde, José Antonio Rodrigues Alves, afirmou que a prefeitura atualizou os dados juntos ao governo federal, mas não há garantias de recebimento de um novo lote. "Fizemos uma nova solicitação ao Ministério da Saúde, de 30 a 50 mil doses da vacina. Porém, ainda não tivemos nenhuma garantia. Por isso, as pessoas que ainda não foram imunizadas devem aguardar uma nova convocação em caso de Salvador ser contemplada com algum novo lote", explicou.
Porém, esta possibilidade é remota. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), a Bahia já recebeu do Ministério da Saúde todas as 3,2 milhões de vacinas previstas. O órgão afirma também que todas as doses já foram repassadas aos municípios. Tanto Ana Paula quanto as outras pessoas que ainda não foram imunizadas poderão recorrer às clínicas particulares, onde as doses, que estavam em falta, estão sendo repostas e são aplicadas por valores entre 90 e 140 reais.
A preocupação de Ana Paula tem fundamento. Enquanto que ano passado apenas um caso da gripe H1N1 foi registrado na Bahia, em 2016, até o dia 23 de maio, 87 casos com 18 óbitos já foram confirmados segundo a Sesab. Só na capital baiana cinco pessoas morreram. O quadro abaixo, feito pela Sesab, mostra como diferenciar os sintomas desse tipo de gripe dos outros mais comuns.

Fonte: Secretaria de Saúde da Bahia